"Meu amor, dormir contigo é escutar Gal e Tom... O que rolar é bom..."
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domingo, 30 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
Domingo com Chico

Ai como um domingo arde... Independe de qualquer fator externo, ele arde em mim! As horas vão se arrastando e levando nesse mesmo ritmo minha pouca lucidez. Daí, quando chega lá pelas... sei lá, nessse dia sei nem que horas são, elas não passam!O fato é que me encho de Marisa, Milton Hatoum,Vanessa, Caetano, recebo amigos...Diana Krall, Fernando Pessoa, uol, Djavan, Drummond, tento a televisão e... pôxa, nem sabia, mas o domingo pode ser ainda pior, desligar imediatamente pra não surtar(ainda não surtei??!!??) .E volta... Chico... Ai, ai como eu seria menos feliz sem Chico...Quis entrar num "devaneio tolo a me torturar" e lá veio ele, lindo, ser minha companhia dominical e me dizer exatamente o que eu precisava ouvir: "não se afobe não que nada é pra já..". E eu, que já estava acima do desassossego, que já estava acreditando que não doia bater com a cabeça na parede, certa de que uma ferida a mais outra a menos não era problema e, portanto, queria sempre cair se necessário fosse, que ferisse!!!...Voltei ...na tarde de um domingo escaldante, com os nervos daquele jeito, nem sei como , mas aquelas palavras me trouxeram de volta...Ainda bem, porque já tava até cogitando ir pro pagode ao lado do meu apt que me apurrinhava, disposta a dançar o créu!...E, a voz dele, cheia de alma, coberta da mais profunda razão me recobrava a minha razão...
"Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você"
E domingo escaldou menos minha alma...Num fundo de armário...deixei lá, melhor onde está...Milênios e milênios?!?!? Contanto que fique "no ar", pra mim é prazo justo, acordo fechado! Afinal, sábio, muito sábio Chico, amores serão sempre amáveis... E essa última frase saiu assim como que num dia de mais plena lucidez e calmaria...Ainda é domingo?Nem parece!
O "créu" vai ficando pros domingos sem Chico...
"Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você"
E domingo escaldou menos minha alma...Num fundo de armário...deixei lá, melhor onde está...Milênios e milênios?!?!? Contanto que fique "no ar", pra mim é prazo justo, acordo fechado! Afinal, sábio, muito sábio Chico, amores serão sempre amáveis... E essa última frase saiu assim como que num dia de mais plena lucidez e calmaria...Ainda é domingo?Nem parece!
O "créu" vai ficando pros domingos sem Chico...
domingo, 16 de novembro de 2008
Apenas começamos...
I
Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.
II
Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão...
III
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.
IV-
Tudo passa, tudo passará...
E nossa estória não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.
(Metal Contra as Nuvens
Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá)
Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.
II
Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão...
III
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.
IV-
Tudo passa, tudo passará...
E nossa estória não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.
(Metal Contra as Nuvens
Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá)
sábado, 15 de novembro de 2008
Nos Versos
E quando os olhos dela leram o poema eles brilharam!!Miraram com fervor cada verso, via-se neles... Perceberam que não, definitivamente não estiveram sozinhos, havia além deles, o coração e mais um par deles e mais um pulsando junto...E eles exprimiram receio, não estiveram ali só eles!! E, ainda, começaram a ter a certeza de que estão se deixando abertos, escancarados, permitindo a alma se mostrar . O coração entende, nesse momento, que fora tocado e os olhos, ah, os olhos...Eles ainda brilham...
A Força Que Nunca Seca
"Já se pode ver ao longe
A senhora com a lata na cabeça
Equilibrando a lata vesga
Mais do que o corpo dita
O que faz e equilíbrio cego
A lata não mostra
O corpo que entorta
Pra lata ficar reta
Pra cada braço uma força
De força não geme uma nota
A lata só cerca, não leva
A água na estrada morta
E a força nunca seca
Pra água que é tão pouca..."
(Composição: Chico César/ Vanessa da Mata)
A senhora com a lata na cabeça
Equilibrando a lata vesga
Mais do que o corpo dita
O que faz e equilíbrio cego
A lata não mostra
O corpo que entorta
Pra lata ficar reta
Pra cada braço uma força
De força não geme uma nota
A lata só cerca, não leva
A água na estrada morta
E a força nunca seca
Pra água que é tão pouca..."
(Composição: Chico César/ Vanessa da Mata)
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Nesses dias conturbados, de pouco(raro) tempo de ócio e de acontecimentos acelerados é quando muito de nós se apresenta... Desejos, angústias, conquistas, retrocessos, possibilidades... E um turbilhão de sentimentos vem arrastando, sucubindo, fazendo emergir aquela que, em mim, eu pouco percebia. Agiganta-se figuras que moravam aqui e eu desconhecia!!
Ás vezes a vida tem que nos arrancar de onde estamos pra desvendarmos mistérios tão íntimos...
Ás vezes a vida tem que nos arrancar de onde estamos pra desvendarmos mistérios tão íntimos...
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