segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Kabuki, máscara

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

E por me amar...

Mandei fazer de PURO AÇO um poderoso punhal...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Cabe dentro de mim...

"O amor enfim
Ficou senhor de mim
E eu fiquei assim
Calado, sem latim,
Coisas da vida..."

domingo, 30 de novembro de 2008

Ainda no ar...

"Meu amor, dormir contigo é escutar Gal e Tom... O que rolar é bom..."

...


domingo, 23 de novembro de 2008

Domingo com Chico


Ai como um domingo arde... Independe de qualquer fator externo, ele arde em mim! As horas vão se arrastando e levando nesse mesmo ritmo minha pouca lucidez. Daí, quando chega lá pelas... sei lá, nessse dia sei nem que horas são, elas não passam!O fato é que me encho de Marisa, Milton Hatoum,Vanessa, Caetano, recebo amigos...Diana Krall, Fernando Pessoa, uol, Djavan, Drummond, tento a televisão e... pôxa, nem sabia, mas o domingo pode ser ainda pior, desligar imediatamente pra não surtar(ainda não surtei??!!??) .E volta... Chico... Ai, ai como eu seria menos feliz sem Chico...Quis entrar num "devaneio tolo a me torturar" e lá veio ele, lindo, ser minha companhia dominical e me dizer exatamente o que eu precisava ouvir: "não se afobe não que nada é pra já..". E eu, que já estava acima do desassossego, que já estava acreditando que não doia bater com a cabeça na parede, certa de que uma ferida a mais outra a menos não era problema e, portanto, queria sempre cair se necessário fosse, que ferisse!!!...Voltei ...na tarde de um domingo escaldante, com os nervos daquele jeito, nem sei como , mas aquelas palavras me trouxeram de volta...Ainda bem, porque já tava até cogitando ir pro pagode ao lado do meu apt que me apurrinhava, disposta a dançar o créu!...E, a voz dele, cheia de alma, coberta da mais profunda razão me recobrava a minha razão...


"Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar


E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos


Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização


Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você"



E domingo escaldou menos minha alma...Num fundo de armário...deixei lá, melhor onde está...Milênios e milênios?!?!? Contanto que fique "no ar", pra mim é prazo justo, acordo fechado! Afinal, sábio, muito sábio Chico, amores serão sempre amáveis... E essa última frase saiu assim como que num dia de mais plena lucidez e calmaria...Ainda é domingo?Nem parece!

O "créu" vai ficando pros domingos sem Chico...

domingo, 16 de novembro de 2008

Apenas começamos...

I
Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.
II
Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão...
III
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.
IV-
Tudo passa, tudo passará...
E nossa estória não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.

(Metal Contra as Nuvens
Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá
)

sábado, 15 de novembro de 2008

Nos Versos

E quando os olhos dela leram o poema eles brilharam!!Miraram com fervor cada verso, via-se neles... Perceberam que não, definitivamente não estiveram sozinhos, havia além deles, o coração e mais um par deles e mais um pulsando junto...E eles exprimiram receio, não estiveram ali só eles!! E, ainda, começaram a ter a certeza de que estão se deixando abertos, escancarados, permitindo a alma se mostrar . O coração entende, nesse momento, que fora tocado e os olhos, ah, os olhos...Eles ainda brilham...